A Capela A.L.F.A. (Amparo e Libertação Francisco de Assis), uma extensão do CEUPJA de Goiânia, localizada na Fazenda Guarirobal em Silvânia-GO, foi concebida sob a inspiração da espiritualidade, no inicio do ano 2000, por ocasião das comemorações da festa dos Santos Reis. O projeto que inicialmente consistia em construir uma capela para celebrar as festividades, guardava um objetivo muito além das nossas percepções iniciais: “amparar e libertar os irmãos presos nas garras da ignorância e da incompreensão, através do perdão, da misericórdia e do amor, sempre sob a luz de Pai Joaquim e Francisco de Assis”.

A Capela tem a forma de um barco, pois representa um meio para nossa jornada espiritual ou ainda um meio para o resgate e amparo daqueles irmãos que ainda não encontraram a sua sustentação para sua caminhada. Sua estrutura interna tem a forma de uma Cabala – a árvore da vida – que representa a configuração do macrocosmo. Para se chegar à entrada principal  da Capela, passamos pelo símbolo de um Sol, com 7 raios que determinam 7 caminhos, pelos quais simbolicamente vamos trabalhando as energias e nos preparando espiritualmente para entrar na capela.

Na entrada principal da Capela, há uma estátua de Francisco de Assis, que recebe seus irmãos de braços abertos em sua casa. Ao entrar, é possível ver vários símbolos sagrados e o primeiro deles é o do ecumenismo, utilizado na maçonaria, que reafirma que todos ali são bem vindos. Acima dele está a estrela de Davi, envolvida por um círculo, que representa todo o conhecimento que há no universo. Mais adiante, no centro do altar, está a escada de Jacó. Cada um dos seus 7 degraus representa um estágio da evolução do homem, que para chegar até Deus, representado pelos quatro elementos – terra, fogo, agua e ar – precisa passar por Jesus Cristo, representado pela Cruz.

A Capela A.L.F.A. realiza trabalhos aos domingos, em intervalos de três em três meses, cujo objetivo é a busca do conhecimento e o equilíbrio energético e sustentação dos irmãos que participam das atividades.

 

 

História

Em Novembro de 1995, Pai Joaquim encaminhou alguns de seus filhos – Artur e Lucilene, Antônio Augusto e Iara, Matusalém, Vanderlei e Lea – para ver o procedimento de uma Folia de Reis no município de Luziânia, na região do Cruzeiro.  Na ocasião, nenhum deles entendeu o motivo de tal visita.

Logo depois, Pai Joaquim orientou seus filhos que se reunissem, todos os anos, nas proximidades do dia 06 de janeiro do próximo e rezassem um terço em comemoração aos Santos Reis. Os três primeiros anos da Folia de Reis, como foi chamada, aconteceram na chácara de Antônio Augusto, que na ocasião, passava por sérios problemas de saúde. Na III Folia de Reis, foi realizado um sorteio entre os médiuns da Casa de Pai Joaquim que possuíam terras e sorteado, foi o responsável pela próxima Folia. E assim ocorre até os dias de hoje.

Na Folia de Reis do ano 2000, Vanderlei foi sorteado. Nesse mesmo período, o Artur recebeu em sonho uma mensagem que deveria ser construída uma capela na chácara de Vanderlei, em Silvânia, onde seriam realizados vários trabalhos em benefícios de muitos irmãos desamparados. Diante disso, em abril de 2000, Artur solicitou ao Pai Joaquim e ao Vanderlei, a permissão para construção da capela onde seria realizada a Folia de Santos Reis em 2001, que foi prontamente concedida.

Pouco depois, Artur recebeu em sonho orientação do Plano Espiritual de como seria a planta da capela, e transformou-a em uma maquete feita de arame. Há algum tempo, um amigo havia sugerido ao Artur a leitura de um livro chamado “O Ungido”. Dois meses após incessantes buscas, ele encontrou um exemplar, e, para sua surpresa, a planta da capela estava desenhada na primeira página. O próximo passo foi definir o lugar onde a capela seria erguida. A orientação era que deveria ter a entrada voltada para o nascente, construída com material o mais fluídico possível e a solução foi utilizar tijolos, sem portas ou paredes, como uma desmaterialização.

No dia 15/11/2000, foi lançada a pedra fundamental – representada pelo livro “O Evangelho segundo o Espiritismo” – que marcou o início da construção da capela. Na cerimônia, estiveram presentes: Tia Leda Sacramento, Artur Mendes, Lucilene Mendes, Vanderlei Brandão, Lea Brandão, Renata Brandão, José Roberto, Kátia Teles, Lazarino, Maria José e as crianças Lucas e Gabriel. A partir de então, as obras para sua a construção seguiram a todo vapor, com o envolvimento de vários irmãos em todo o processo.

Foi inaugurada oficialmente no dia 23/12/2000, véspera de Natal, com muita emoção. Pai Joaquim enfatizou sobre a importância da Capela, seu trabalho de amparo e libertação aos irmãos necessitados, falou sobre a importância dos trabalhos ali realizados e do vínculo com o CEUPJA. Pai Antônio também deixou sua mensagem: “Bem aventurado aquele que tira o proveito do aprendizado. Bem aventurado aquele que recebe a ferramenta para o trabalho”.

Em 06/01/2001 foi realizada a Festa de Folia de Santo Reis. O nome escolhido havia sido A.L.F.A., e sabia-se que estava sob a energia de Francisco de Assis, mas o significado das letras A.L, respectivamente, Amparo e Libertação, foi revelado apenas durante a festa, ao irmão Raimundo Ozano.

Após a inauguração, foram realizados trabalhos todo terceiro domingo de cada mês, sempre com um estudo voltado ao conhecimento espiritual de cada um, e em seguida, um trabalho prático, quase sempre de tratamento espiritual, sempre com a presença dos irmãos do CEUPJA e alguns irmãos de Silvânia e Brasília. Atualmente, as reuniões possuem os mesmos fundamentos, mas passaram a ser apenas de três em três meses.