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13/01/18- 50 anos de História

O que é o Portal do CEU?

O Portal do CEU é uma atividade de estudos teóricos que abordam as normas e condutas do Centro Espiritualista de Umbanda Pai Joaquim de Angola (CEUPJA), assim como pontos de vista de conceitos da Umbanda e de outras percepções das causas que regulam as relações entre os planos espiritual e material.

 

 

Quais são as suas principais finalidades?

1- Conhecimento: Tendo acesso aos Módulos (cronograma abaixo), qualquer pessoa pode se programar de acordo com os temas que mais lhe interessarem e posteriormente comparecer ao CEUPJA nas datas definidas, sem a necessidade de agendamento.

2- Harmonização de novos trabalhadores: Por ser a atividade teórica que informa sobre as normas, condutas e linha de trabalho da Casa, qualquer pessoa que desejar fazer parte do CEUPJA como instrumento de trabalho (corpo mediúnico), deverá obedecer a uma porcentagem mínima de 70% de assiduidade durante o Ciclo do Portal do CEU. A mesma também será orientada a frequentar as demais atividades (segunda-feira e sexta-feira), tendo a finalidade de sintonizar com a egrégora da Casa e definir se realmente encontrou o seu lugar de trabalho. Completado o período de harmonização, a pessoa será encaminhada para as atividades de desenvolvimento mediúnico da Casa (quarta-feira ou quinta-feira).

Dinâmica da Atividade

Organizado em módulos afins, o Portal do CEU traz a cada semana um tema complementar. As palestras são apresentadas através de Data Show e, tendo a permissão do palestrante, todo o conteúdo é enviado posteriormente aos participantes.

Local, horário e período

• Local: Centro Espiritualista de Umbanda Pai Joaquim de Angola – CEUPJA. Rua Macapá, n° 1.018 St. Urias Magalhães, Goiânia – GO.

• Horário: aos sábados, das 16h às 18h.

• Período: de janeiro a dezembro, com pausa no mês de julho.

Não tem limite de idade, a entrada é franca e todos são bem-vindos.

Módulos

Em construção

-Este programa de estudos pode ser alterado a qualquer momento durante a sua realização.

Irmão Bernardo: Mentor Espiritual do Portal do CEU

Guiado pelas mãos iluminadas do bondoso irmão Bernardo, o Portal do CEU iniciou as suas atividades na Casa de Pai Joaquim no dia 24 de agosto de 2013. Abaixo segue um pequeno trecho da obra Florinhas de São Francisco de Assis, onde encontramos a narrativa de como *Bernardo de Quintavalle faz a sua escolha e decide seguir o Cristo através da ótica de São Francisco de Assis. Uma singela homenagem a obra deste “irmão” que, conduzido pelo Criador e ombreado com Jesus e Pai Joaquim de Angola, nos ensina a unir almas compreendendo e praticando o respeito que transcende as barreiras físicas e mentais. Salve Deus!!! Salve Pai Joaquim de Angola!!! Salve irmão Bernardo!!! *De acordo com a fundadora do CEUPJA, tia Lêda, Bernardo de Quintavalle (1180) recebeu esse nome por nascer no dia 20 de agosto, que é dedicado a São Bernardo – Bernardo de Claraval (1090), consagrado pelo papa Pio VIII como o Doutor da Igreja. Como São  Francisco converteu o senhor Bernardo de Assis Frei Bernardo de Assis, que foi o primeiro companheiro de São Francisco, converteu-se desta maneira: Vivia ainda São Francisco em hábito secular, posto que já houvesse abandonado o mundo e se mostrasse tão desprezível e enfraquecido pela penitência, que muitos o tomavam por insensato, e como a louco escarneciam; e lhe atiravam pedras e lama, não só os estranhos, como até os próprios parentes. Ele, porém, passava com grande paciência pelas injúrias e escárnios, como se fosse surdo e mudo. O senhor Bernardo de Assis, que era um dos mais nobres, ricos e prudentes da cidade, começou a considerar sabiamente o grande desprezo de S. Francisco pelo mundo, e a grande paciência com que sofria as injúrias; e que, apesar de aborrecido e maltratado por espaço de dois anos, cada vez parecia mais constante e paciente. E assim dizia em seu pensar: “É impossível que este Francisco não possua grande graça de Deus”. E nesta persuasão o convidou uma noite para cear e dormir em sua casa; e, aceitando São Francisco, lá ceou e dormiu. E o senhor Bernardo entrou em grandes desejos de contemplar a santidade do seu hóspede; para o que, mandou-lhe aparelhassem cama em seu próprio quarto, onde toda a noite ardia uma lâmpada. Mas São Francisco, a fim de ocultar sua santidade, apenas entrou na habitação, deitou-se e fez semblante de dormir; do mesmo modo fez o senhor Bernardo, que, poucos momentos depois, se deitou na cama e começou a ressonar com grande ruído, como se mui profundamente dormisse; pelo que Francisco, pensando que de fato dormia, se levantou da cama, pôs-se em oração, e elevando os olhos e as mãos ao céu, com grandíssima devoção dizia: “Meu Deus, meu Deus”. E dizendo isto e chorando copiosamente, ficou até de manhã, repetindo sempre: “Meu Deus, meu Deus”. E outra coisa não dizia, mas só estas palavras, enquanto ia contemplando e admirando a excelência da majestade divina, cuja benevolência para com o mundo era tanta que, por meio dele, seu  servo, Francisco pobrezinho, se dispunha a prover ao remédio, tanto de sua alma como da dos outros. Iluminado assim de espírito profético, antevia as grandes coisas que Deus havia de obter por seu meio e de sua Ordem; e considerando a própria insuficiência e pouca virtude, clamava e rogava a Deus que, por sua piedade e onipotência, sem as quais nada pode a humana fragilidade, suprisse, acrescentasse e executasse o que ele, por si mesmo, não pudesse. Vendo o senhor Bernardo, à luz da lâmpada, os devotíssimos atos de São Francisco, e considerando diligentemente as palavras que dizia, foi tocado e inspirado do Espírito Santo a mudar de vida; e assim, logo de manhã, chamou São Francisco e deste modo lhe falou: – Irmão, estou inteiramente resolvido, em meu coração, a abandonar o mundo, e a seguir-te no que tu me ordenares. O que ouvindo São Francisco, muito se alegrou em espírito, e respondeu: – Senhor Bernardo, o que vós acabais de me dizer é tão grande e dificultosa coisa, que precisamos de pedir conselho a Nosso Senhor Jesus Cristo, e rogar-lhe que se digne mostrar-nos sua santíssima vontade sobre tal assunto, e ensinar-nos o meio de a pôr em execução. Vamos, pois, a casa do senhor Bispo, onde vive um bom sacerdote, a quem pediremos que nos diga missa; ficaremos depois em oração, até hora de Tércia, rogando a Deus que, abrindo nós o missal três vezes, nos seja mostrado o caminho, que é de seu agrado seguirmos. Respondeu o senhor Bernardo que isto muito lhe aprazia. Foram, pois, imediatamente ao palácio episcopal, e depois de ouvirem missa, tendo permanecido em oração até hora de Tércia, tomou o sacerdote, a rogo de São Francisco, o missal; e fazendo nele o sinal da santa Cruz, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo três vezes o abriu. Na primeira depararam-se-lhes aquelas palavras do Evangelho, que Cristo disse ao jovem que lhe perguntou qual era o caminho da perfeição: “Se queres ser perfeito, vai, vende o que tens, dá-o aos pobres e segue-me”. Na segunda ocorreu-lhes a palavra de Cristo aos Apóstolos: “Nada leveis para o caminho, nem bordão, nem alforge, nem sapatos, nem dinheiro”; querendo com isto ensinar-lhes que todo o cuidado da vida deviam pôr em Deus, sem outra preocupação mais do que pregar o Evangelho. Na terceira leram aquele conselho de Cristo: “Quem quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”. Então disse São Francisco ao senhor Bernardo: – Aqui está o conselho que Cristo vos dá; ide, pois, e fazei exatamente como ouvistes; e bendito seja Nosso Senhor Jesus Cristo, que se dignou mostrar-nos o caminho do seu Evangelho. Ouvindo isto, o senhor Bernardo partiu; e, conquanto fosse muito rico, vendeu tudo quanto tinha, e com grande alegria o repartiu pelos pobres, pelos órfãos, pelos encarcerados, pelos mosteiros, hospitais e peregrinos, e em tudo o ajudava São Francisco, com diligência e fidelidade. Ora, mas vendo um certo senhor Silvestre que São Francisco dava tanto dinheiro aos pobres, levado da avareza, disse-lhe: – Tu não me pagaste ainda inteiramente as pedras que te vendi para reparar a igreja; por isso, agora que tens dinheiro, paga-me. Admirado São Francisco de tanta avareza, não querendo entrar em contestações, e como verdadeiro seguidor do Evangelho que era, mete as mãos na escarcela do senhor Bernardo, donde as tirou cheias de moedas; e, despejando-as nas do senhor Silvestre, dizia-lhe que se mais quisesse mais lhe daria. Contente se foi dali o senhor Silvestre para casa. De noite, porém, assaltaram-no remorsos do que fizera naquele dia; e, arrependido da sua avareza, pôs-se a considerar no fervor do senhor Bernardo e na santidade de São Francisco. E na noite seguinte e nas outras duas imediatas, teve de Deus esta visão: parecia-lhe que da boca de São Francisco saía uma cruz de ouro, cuja sumidade tocava no céu e cujos braços se estendiam de Oriente a Ocidente. Por causa desta visão, deu, pelo amor de Deus, quanto possuía aos pobres e fez-se frade menor, e viveu na Ordem com tanta santidade, que falava com Deus como de amigo para amigo, como o próprio Francisco muitas vezes observou, e mais adiante se dirá. O senhor Bernardo teve, do mesmo modo, tanta graça divina, que amiúde era arrebatado em contemplação; e dele dizia São Francisco que era digno de toda a reverência, e que fora ele o fundador da Ordem, por ter sido o primeiro que, deixando o mundo, deu tudo aos pobres de Cristo, sem nada reservar para si; e começou a pobreza evangélica, oferecendo-se, nu de todo o terreno, nos braços do Crucificado, o qual por nós seja bendito, por séculos sem fim. Amém! Fonte: Florinhas de São Francisco de Assis

“Umbanda tem fundamento e é preciso preparar”