A Umbanda é um sistema religioso espiritualista e naturista, isto é, se manifesta através das forças da natureza, e que tem por base a prática da caridade. Tem como uma de suas raízes a forte influência africanista, cultuando os Orixás, que não são divindades ou semideuses, mas sim, complexos vibratórios e energéticos, criados e emanados do Astral Superior, traduzidos aqui na Terra, como energias que emanam da natureza, as quais manipulamos para o nosso próprio equilíbrio, buscando evolução espiritual através da caridade direta.

   A Umbanda exalta a prática da caridade, o respeito às coisas da natureza. Procura, por todas as formas e meios, evidenciar a imortalidade da alma, a necessidade do reencarne, a Lei do Karma. A Umbanda, em sua essência, é em verdade a religião da não-agressão, a religião do perdão. Para trás, portanto, aqueles que pensam que a Umbanda se presta a servi-los em seus mais variados e ignominiosos desejos. Não, a Umbanda é uma religião-ciência essencialmente fraterna e igualitária, não havendo em sua pureza, qualquer discriminação ou mesmo preconceitos, sejam eles quais forem.

   De maneira geral, a Umbanda é muito mal compreendida por grande percentual dos adeptos de religiões, bem como por certas camadas de nossa sociedade, que a priori a julgam um monte de primitivas crendices permeadas com pajelanças fetichistas. A Umbanda não é nada disso, é, sobretudo, aplicação da sabedoria mágica do passado, de culturas que já se foram ou se transformaram no cenário terreno. Aos cuidados de uma hierarquia espiritual da magia branca, submete-se a um trabalho edificante em auxílio à humanidade sob a égide das leis naturais da evolução, segundo os princípios reguladores de causas e efeitos.

   A Umbanda nada tem a ver com a dita Macumba, que pertence a algumas formas degeneradas de cultos, onde atuam consciências endividadas, com pouquíssimas noções do certo ou do errado, do bem e do mal. Também não é sinônimo de Candomblé. O Candomblé é uma religião originária da África, trazida ao Brasil pelos africanos escravizados na época da colonização brasileira. Apesar de também louvar os Orixás, existem algumas particularidades que diferenciam uma religião da outra.